O auge do Império de Mali foi após
Sundjata Keita, onde governou seu filho Mansa Ulé. Mansa Ulé entregou o
controle das províncias imperiais a diferentes generais, proporcionando a
descentralização do reino. Um escravo do mansa Abubakar I, Sakura, foi entronizado
como imperador e aumentou os domínios do Mali, fazendo com que mais reis se
tornassem vassalos do imperador. Sakura foi assassinado após retornar de uma
peregrinação. Abubakar II, o mansa que assumiu o governo em 1303, ficou célebre
por conta de sua tentativa sem sucesso de expandir para o oeste enviando navios
pelo oceano atlântico, na direção da América do Sul. O Mansa Musa, mansa de
1312 a 1332, foi um outro célebre rei malinqué que organizou uma grandiosa
peregrinação com cerca de 60 mil servidores e cem camelos carregados de ouro,
impressionando os líderes árabes da época. Este mansa foi responsável pela
construção em Timbuktu da mesquita de Djinger-ber, pela expansão e afirmação do
Islã no império e por estabilizar as relações diplomáticas do Mali com os
reinos vizinhos. Seu reinado é considerado a Era Dourada da História do Mali.
Durante o reino de Maghan, Timbuktu foi saqueada por povos estrangeiros. Mansa
Suleiman recuperou a economia do Império e tentou restaurar a sua influência
sobre a periferia, fazendo-se reconhecer em sua soberania sobre os Tuaregues.
Os reinados de Mari Djata e Mussa II marcaram o início do período de decadência
do Império.
A queda do Império do Mali está
relacionada às lutas internas pela posse do trono, o crescimento do Império de
Gao e os levantes dos reinos vassalos. Os Peules iniciaram um movimento de
resistência liderados por Djadjé no começo do século XV, ao mesmo tempo em que
povos do Tekrur se associaram aos estados volofos, e as províncias do leste
eram anexados por Gao. Em 1490 o Gao já havia conquistado o Futa, o Toro, o
Bundu e o Dyara. Nessa época, o Imperador do Mali tentou formar uma aliança com
o rei João II de Portugal, mas as missões diplomáticas não chegaram à Europa. A
investida das dinastias Askias de Gao fez com que o Mali se dissolvesse de vez,
quando a capital do Mali foi ocupada em 1545. Em 1599 o domínio do Gao foi
substituído pelo controle marroquino, e o Mansa Mahmud organizou uma nova
resistência se aproveitando da situação, mas seus homens foram derrotados pelas
armas de fogo dos marroquinos, marcando o fim do império do Mali.
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